quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Hinos inspirativos ou canções de autoajuda


Assim começa o Salmo 20: “O SENHOR te ouça no dia da angústia; o nome do Deus de Jacó te proteja” (v.1). Não vemos aqui propriamente um hino de louvor a Deus, mas uma mensagem para o rei. Mesmo assim, a grandeza do Senhor é o que mais se destaca nesse salmo.

No Salmo 37, a letra da composição também é um estímulo para o justo: “Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. Porque cedo serão ceifados como a erva e murcharão como a verdura” (vv.1,2). No entanto, nota-se, nos quarenta versículos desse salmo, que a ênfase recai na Ajuda do Alto para os servos do Senhor.

A Harpa Cristã — hinário oficial das Assembleias de Deus, editado pela CPAD —, a despeito de não ser perfeita, segue o estilo contido nos Salmos. A maioria das suas composições é de louvor a Deus, mas também possui hinos com mensagens inspirativas para os servos de Deus. Assim começa, por exemplo, o hino 4: “Não desanimes, Deus proverá; Deus velará por ti; sob suas asas te acolherá; Deus velará por ti”.

Não é de hoje que existem hinos cuja letra é uma mensagem animadora, confortante para o crente, em vez de conterem palavras de louvor dirigidas diretamente a Deus. A despeito disso, boa parte dos Salmos bíblicos começam com ordens expressas, como “Louvai” e “Cantai”. Se tomarmos como base esse livro veterotestamentário, a maioria dos nossos hinos deveria ser de enaltecimento ao nome do Senhor, posto que apenas uma pequena parte dos Salmos é de composições com mensagens de exortação, de estímulo para o justo.

Bem, como vimos, não há problema algum em uma parte dos hinos evangélicos conterem mensagens inspirativas, em que se menciona o cuidado de Deus para com os seus servos fiéis. Mas o que é preocupante é o fato de, hoje, a maioria (quase todas) das composições evangélicas não pertencer à modalidade louvor e adoração.

Além disso, é preciso fazer uma distinção entre os hinos inspirativos e as canções de autoajuda ou que contêm sentimento de vingança. Estas, aliás, apesar de serem as que fazem mais sucesso no meio evangélico, não podem sequer ser consideradas hinos cristocêntricos, e sim canções antropocêntricas, posto que a sua ênfase recai nas necessidades e na vitória do ser humano, em detrimento da grandeza de Deus e da obra redentora.

Já citei aqui o caso do hit Faz um milagre em mim — que enfatiza mais as supostas virtudes de Zaqueu (como subir em um sicômoro para chamar a atenção de Jesus, intenção esta que não consta da Bíblia) —, o qual é um sucesso no meio evangélico, mas não pode ser considerado um hino de louvor a Deus, tampouco uma mensagem que enfatiza a grandeza do Senhor, primacialmente.

O mesmo ocorre com a canção Sabor de Mel, cujos vídeos no YouTube já atingem a casa dos milhões. Ela até começa bem, mencionando o agir de Deus na vida do crente fiel. Entretanto, ao longo da composição, não se vê menção clara e prioritária aos atributos do Senhor. Pelo contrário, o que se sobressai são bordões de autoajuda e que contêm sentimento de vingança.

É claro que há também erros de construção frasal na aludida canção, mas não vou mencionar isso para que os leitores não se desviem do foco. Observe como o sentimento de vingança se evidencia neste trecho: “Quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na benção vão se arrepender; vai estar entre a platéia, e você no palco...” Esse tipo de sentimento, que leva o cristão a querer mostrar aos outros que ele é vencedor, e os seus inimigos derrotados, não combina com a vida cristã. Seria bom que todos os compositores lessem as palavras de Jesus registradas em Mateus 5-7.

Ainda sobre o hit Sabor de Mel, o refrão, à luz do contexto da composição, dá a ideia de que o crente está, como um jogador de futebol que conquista um campeonato, comemorando de modo provocativo, como que alfinetando os derrotados: “Mas minha vitória hoje tem sabor de mel, tem sabor de mel, tem sabor de mel. A minha vitória hoje tem sabor de mel”. Ou seja, é como se o servo de Deus tivesse a necessidade de mostrar a todos que ele venceu, e os seus inimigos perderam. Isso, definitivamente, não combina com a vida cristã.

Que Deus cuida do justo não há dúvidas. Mas não cabe a nós a vingança nem o sentimento de vingança. Em Romanos 12.19,20 está escrito: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira [de Deus], porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o SENHOR. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça”.

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 22 de setembro de 2009

É fácil ser crente...



Quando só precisamos imitar os mediocres e caminhar na mesma direção.

Quando não precisamos atender qualquer exigência de vida disciplinada, só precisamos estar atualizados com as últimas novidades do varejão gospel.

Quando vamos à igreja procurando entretenimento, e é isso mesmo que encontramos.

Quando o parâmetro de vida piedosa são as pessoas rasas da comunidade, ou pior ainda, o avivalista "itinerrante" metido a profundo e sua fabriquinha de ilusões. Gente que insiste em reduzir Deus a uma equação matemática e a "tão grande salvação" a um sistema de gratificação e castigo.

Quando o "fogo" do Espírito (será?!) é mais importante do que o fruto do Espírito (Gl.5.22)

Quando o culto serve para aliviar as tensões e justificar o "vale-tudo nosso de cada dia", ou seja, apenas um momento de catarse em que Deus não passa de um coadjuvante de luxo e nunca o centro da reunião.

Quando ser fiel, é mesquinhamente ser dizimista e ofertante. Esse tipo de dízimo, é apenas o "pedágio da alienação", uma espécie de indulgência, pois se sou fiel apenas dizimando não importa o resto.

Quando a Ceia não tem relevância, a não ser como climáx do fetiche hipocondriaco generalizado, porque hoje se você entrar em algumas igrejas com saúde, logo arrumarão uma doença pra você, pois o culto (será?!) tem que ter cura! É a ressurreição da velha máxima de repartição pública: "Criar dificuldade para vender facilidade"

Quando a ordem é cantar sem pensar no conteúdo do que se canta, e de preferencia os hits triunfalistas do momento. Isso inclui as músicas longas de uma frase só, os mantras evangélicos,música "pra sentir", As aberrações teológicas do tipo que convidam Jesus para entrar em casa depois de anos na igreja, ou as vitórias revanchistas com sabor mel, ou ainda as chuvas intermináveis que não causam inundações. Enfim, como diria Stanislaw Ponte Preta, todo o repertório do FEBEAPA (Festival de Besteira que Assola o País)

É fácil ser crente no evangelho da "graça barata", pois como disse Bonheffer:
"Graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina comunitária, é a Ceia do Senhor sem confissão de pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. a graça barata é a graça sem discipulado, sem cruz, graça sem Jesus vivo, encarnado. A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o ser humano sai e vende com alegria tudo quanto tem; a pérola preciosa, para cuja aquisição o comerciante se desfaz de todos os seus bens; o senhorio régio de Cristo, por amor do qual o ser humano arranca o olho que o faz tropeçar; o chamado de Jesus Cristo, pelo qual o díscipulo larga as redes e o segue." (Bonhoeffer. Discipulado, Ed Sinodal, 2004, p.10)

Que o Senhor nos livre desse evangelho de conveniências e facilidades, pois é "outro evangelho."

Franco Júnior

É fácil ser pastor


"A ordem de Jesus à Pedro foi 'apascenta as minhas ovelhas', não foi faça experiências com minhas cobaias, e nem ensine novos truques aos meus cães" - C.S.Lewis

É fácil ser pastor...

Quando a ignorância na Igreja não é vista como um inimigo a ser vencido, mas um importante aliado, copiando descaradamente o modelo governamental secular.

Quando se confunde a Igreja com propriedade particular, e aí cumpre-se o dito ambíguo que diz que o problema de alguns pastores é “que eles fazem na vida pública o que fariam na privada!”

Quando encher os bancos (da Igreja) a qualquer custo é a meta, e encher os outros bancos é o objetivo; Quando pregar é uma diversão e nunca uma responsabilidade, e aí se usa as oportunidades para entreter e divertir e nunca para ensinar e conscientizar.

Quando as agendas cheias transformam tarefas, como aconselhar, em uma "prática" (e terrível!) declamação da sabedoria duvidosa dos gurus da auto-ajuda.

Quando ouvir o aflito e angustiado está fora de cogitação. É mais fácil dizer: "reunam todos os quebrados aqui na frente que farei um clamor por atacado", e tudo resolvido...

Quando o referencial de gente bem sucedida é a classe política, os charlatões e os estelionatários da fé.

Quando estar acima da crítica é mais importante do que estar do lado da verdade.

Quando a relação com os demais obreiros é a de chefe e empregados, e nunca de companheiros na mesma luta.

Quando se busca a própria glória, o tapinha nas costas, a bajulação

Quando não existe o menor esforço para ver Cristo formado nos irmãos

Quando a única reforma que se conhece é de tijolo e cimento, e nunca do pensamento e da vida

Quando o púlpito é o lugar mais escancarado da Igreja, que precisa ser ocupado por quem tem habilidade com manipulação das massas; e os métodos e as técnicas são mais apreciados do que conteúdo bíblico e teológico.

Quando os interesses e prioridades não são os de Cristo e do Reino, mas da cúpula e do império.
Enfim, é fácil ser pastor, quando se atropela a orientação da Palavra de Deus. Sim, é tudo muito fácil, "extremamente fácil", mas exige uma coragem imensa porque um dia se prestará contas ao Sumo-Pastor!

Àquele que nos guia aos "pastos verdejantes e as águas tranquilas" seja a Glória, o Poder e o Domínio pelos séculos dos séculos!

Franco Júnior

domingo, 20 de setembro de 2009

É pecado julgar?

Existe um discurso politicamente correto que flui honrosamente da boca daqueles que geralmente odeiam a confrontação: "Vou à igreja, assisto o 'meu' culto, volto pra casa e não falo mal da vida de ninguém. Acho que se cada um cuidasse de sua própria vida e deixasse esse negócio de criticar o que é dito na igreja, nós teríamos uma igreja bem melhor."

Gente assim, dificilmente tem um senso crítico a respeito de sua fé. Não sabe porque crê. Não sabe no que crê. Contenta-se com uma fé cega, surda e muda. Afinal, dizem os tais, ai daquele que tocar nos ungidos do Senhor. Esquecem-se porém, que, diferente do Antigo Testamento, todos fomos ungidos na Nova Aliança: "Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento (...). Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês (...)" I Jo. 2.20,27

Estamos testemunhando um tempo histórico, onde os crentes seguem à risca tudo aquilo que lhes é dito a partir de um púlpito, sem titubear (claro, desde que isso não conflite com todas as bênçãos que Ele tem guardado em sua cartola mágica). Não sei o que é pior, vender aos crentes a bênção em forma de amuletos dos mais esdrúxulos, ou pior: comprá-la!

Será que ainda existem crentes que não entenderam que o que Jesus condenou foi o julgamento hipócrita, e não o julgar em si (Mt. 7.1-6)? Será que nunca estaremos prontos para tirar o cisco do olho de nosso irmão? Será que Jesus não foi o suficientemente claro ao dizer que depois de tirarmos a viga de nossos olhos estaríamos aptos para exercer o julgamento? Ouso propor uma resposta: o descaso do povo para com a Palavra continuará sustentando muitas mentiras, heresias e agressões à alma.

Ah... que falta fazem os bereanos! O livro de Atos não poupa elogios quando diz que eles "eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo." (At. 17.11)

Jesus disse: "Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos!" (Jo. 7.24). Disse também: "Por que vocês não julgam por si mesmos o que é justo?" (Lc. 12.57). O Apóstolo Paulo também não deixou margem para dúvidas quando disse: "Estou falando a pessoas sensatas; julguem vocês mesmos o que estou dizendo." (I Co. 10.15).

Há ainda aqueles mais pacificadores que, mansamente, nos lembram: "...ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom!" (I Te. 5.21). O problema nesse caso é, como diria meu professor Franco Júnior: "O que é bom?". Afinal, como já disse aqui, o ruim não é receber e-mails criticando meus posicionamentos, o ruim é receber respostas baseadas na achologia. E convenhamos: esse é o parâmetro utilizado pela maioria dos crentes hoje em dia. Não! Mil vezes não! A Bíblia é o nosso referencial.

E mais: não me importa quantos milhões de CDs vendeu o camarada que inventou a fábula de um Zaqueu que consegue chamar a atenção de Jesus - a Bíblia não diz isso. Não me importa o brilho reluzente do troféu da moça que quer te colocar no palco e humilhar os seus irmãos, a Bíblia não diz que será assim. Também pouco me importa se hoje é 9/9/2009 ou 10/10/2010, a sua bênção não custa R$ 900,00, nem custará R$ 10.000,00 no ano que vem, a Bíblia não respalda isso. Por fim, não me importa quem "profetizou", nenhuma arca vai proteger a minha casa, mesmo com anjinho e tudo. A Bíblia diz que "...se não é o Senhor que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda." (Sl. 127.1)

Que Deus levante mais bereanos. Gente que duvida, que critica, que denuncia. Gente que pinta a cara, mas não é palhaço! Homens e mulheres que não tenham medo da verdade, custe o que custar. Só assim a igreja evangélica brasileira voltará ao caminho da verdade, afinal, para esse, não há atalhos. Deus nos guarde dos lobos!

L. Rogério
Fonte: Dany e Roger

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O reino encantado da profetolândia


Um lugar onde os profetas levita(m)

Existe um lugar onde o surto profético é completamente liberado. Basta dois crentes se encontrarem e pronto: bate um arrepio, um clima de mistério e... lá vem profetada! A configuração é simples: uma lágrima ungida aqui, um lenço suado pela divindade manifesta. Tudo anda de acordo com a sensação do momento.

Na profetolândia tudo é profético. Até as roupas são escolhidas de acordo com a autoridade necessária na ocasião (principalmente quando são Daslu ou Armani). Chifres e óleos são abundantes. É tanto óleo que as pessoas parecem salgadinhos ungidos na feira da religiosidade tupiniquim.

A autoridade maior é o apóstolo (visto que toda a população é profeta). Só há um ministério: o da fazenda! Aqui renomeado: Ministério da Prosperidade. A bandeira tem um cifrão entrelaçado a um cajado, um shofar, a sombra de uma cruz e um balde de azeite de Israel. Na profetolândia não existe passado, pois os profetolandenses apenas determinam o futuro de conquistas!

Tudo é azul na profetolândia, visto que preto é suspeitíssimo. A televisão local chama-se "TV Sinal", porque nós acreditamos em milagres! A programação é bem simples: milagres de manhã, de tarde e de noite. De madrugada, milagres contra a insônia e o marido que ronca. Os intervalos comerciais vendem de tudo: Bíblias para todos os gostos, protetor solar "Debaixo do sol", arca da aliança em miniatura (com um shofarzinho dentro), candelabro comestível, e por aí vai...

Na profetolândia deu muito trabalho para nomear o local onde se jogaria o lixo. Alguns sugeriram "inferno", mas não deu certo, pois de vez em quando, alguns profetolandenses gostam de "saquear o inferno", aí já viu, não ia prestar. Então, depois de longas campanhas, nomearam o tal local (devidamente fora de seus limites sagrados) como "maldição". Daí em diante, toda maldição lançada pelos profetolandenses tem endereço certo: lixo!

Se você quiser conhecer essa terra que mana "leite e sabor de mel", consulte seu agente de viagem espiritual, numa neopentecostal mais próxima.

Ah, não posso entrar na profetolândia. Minha conta bancária (ops!, passaporte) não permite.

Até mais...
Alan Brizotti
Fonte: Blog do Prof. Alan Brizotti

sábado, 5 de setembro de 2009

Essa tal de unção apostólica...



Fico impressionado com alguns devaneios por parte do povo evangélico. Infelizmente, sou obrigado a confessar que alguns de nossos irmãos, no quesito criatividade, têm conseguido se superar. Se não bastasse os diversos tipos de unção espalhadados por toda esta terra varonil, nesses últimos anos de modo alarmante, tem-se multiplicado neste país tupiniquim essa tal de unção apostólica.

Inúmeras vezes fiquei a me perguntar o que seria isso, ou, o que representava possuir essa unção, ou até mesmo, o que ela tem de especial?

Após detalhada observância do discurso por parte dos profetas modernos, entendi que para estes, possuir a unção apostólica representa ter recebido da parte de Deus um poder especial o qual capacita o crente a viver a vida acima da média. Já ouvi o relato de pessoas afirmarem que o crente que não possui a tal unção pode ser considerado crente de “segunda categoria”. E para piorar as coisas, tais pessoas afirmam que nos dias atuais não basta ter o Espírito Santo somente, é necessário possuir a tal unção, até porque somente assim pode-se conquistar o melhor de Deus.

Ora, essa tal de unção apostólica não passa de mais uma mercadoria apresentada nos balcões da fé. Aliás, por acaso você já percebeu que a moda agora é ser apostólico? O culto é apostólico, o louvor é apostólico, as ofertas são apostólicas, tudo absolutamente tudo é apostólico.

Prezado leitor, com dor no coração sou obrigado a confessar essa gente não têm pregado o evangelho do reino. Antes pelo contrário, o evangelho o qual estes têm pregado é humanista, megalomaníaco e patológico.

Tenho a impressão de que o fato de enfatizar em suas mensagens um conteúdo “apostólico” é nada mais, nada menos do que uma sutil tentativa de diferenciar o produto deles daquilo que é oferecido por outras igrejas. Na verdade, é extremamente comum observar em tais movimentos, uma ênfase exagerada na tal unção.

Ah, meu amigo, como inúmeras vezes tenho falado não agüento mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Não agüento mais, as loucuras e os atos proféticos feitos em nome de Deus. Chega! Basta! Quero viver e pregar o evangelho, quero ver uma igreja, santa, ética, justa e profética. Quero ver uma igreja, que não se corrompe diante loucuras dessa era, quero ver uma igreja reformada e reformando, quero ver uma igreja PROTESTANTE!
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